Sem importância…

Publicado em Viagens às Julho 7, 2009 por Kilminster

Será que o Robert Plant usaria aquela cabeleira se já houvesse nos anos 60 a escova progressiva? Isso sem falar no Caetano, Betânia, Gal entre outros…

Quem diria que o Peter Gabriel ficaria a cara do Paulo Coelho

O Ronalducho disse que duvida que a torcida do Flamengo seja a maior do Brasil. E quem se importa com isso? O Calypso vende muito mais do que o Chico Buarque…

Falando em Joelma, Chimbinha e afins, o estado do Pará pode sofrer represálias do conselho de segurança da ONU por produzir armas de destruição em massa?

Será que com a morte de Michael Jackson o Marylin Manson assumirá o posto de maior freak decadente do mundo?

The Night

Publicado em Tem Que Ouvir às Julho 4, 2009 por Kilminster

Quinto e último álbum de estúdio desta banda americana Morphine, lançado em 2000 já depois do falecimento de seu mentor, baixista e vocalista, Mark Sandman, (de enfarto, encima do palco), se destaca na discografia da banda justamente por ser um disco muito bom e não um mero lançamento de sobras de estúdio.

morphineA atmosfera do disco é densa, sensual, arrastada, letárgica e envolvente. É daquelas raras obras que consegue tirar o ouvinte do mundo enquanto toca.

Todos os instrumentos são explorados de modo a ressaltar os tons mais graves, e a voz introspectiva e quente de Sandman se combina perfeitamente com o sax barítono e a bateria “cool jazz”, (é verdade, o Morphine não tem guitarra).

Uma sonoridade única, refinada e ao mesmo tempo cativante, que pega na primeira audição.

Destaques: A faixa título, Souvenir, Like a Mirror e a fantástia Rope on Fire.

Por que?

Publicado em Viagens às Julho 1, 2009 por Kilminster

Então tudo tem que ter um porque? Sei lá, talvez não. Às vezes as coisas simplesmente são como são e pronto. Nem sempre há uma motivação específica para algo e também nem sempre algo pode ser explicado assim, com uma pequena frase iniciada por “porque”.

Crianças têm a fase dos “por quês” querem saber tudo. Perguntam e perguntam e perguntam numa curiosidade inesgotável que acaba por dar na inefável resposta de adultos aborrecidos “porque sim”.

Às vezes os porquês das coisas são como aquelas palavras de línguas estrangeiras que compreendemos o que significa mas para qual não existe uma tradução, uma palavra correspondente em nosso idioma. Às vezes é só assim e pronto. Sabemos que tem que ser mas não sabemos por quê.

Mais e mais pessoas se engajam em religiões, seitas, filosofias, retiros, partidos políticos, sociedades secretas, procuram psicólogos, embrenham-se em pesquisas intermináveis, devoram centenas de livros, fazem cursos e padecem em seu próprio mar de lama, tudo pela angústia de não saber todos os porquês da vida.

Talvez a grande questão seja apenas a busca mesmo. Encontrar ou não as respostas não é necessariamente o fim de tudo. A dúvida leva à necessidade e a necessidade ao movimento. Então a inconstância se faz primordial para que nosso mundo continue acontecendo.

Por quê?… Sei lá…

Segundona

Publicado em Olhares, Viagens às Junho 29, 2009 por Kilminster

Dentre as coisas no mundo que poderiam ser abolidas, a segunda-feira pela manhã é uma forte candidata. Quem é que merece de fato ter que acordar cedo para trabalhar depois de um fim de semana de descanso e diversão… Ah! Que chatice.

A semana deveria começar na segunda-feira após o almoço. Aí sim! Todos aproveitariam melhor o domingo, não teriam chiliques ao ouvirem a musiquinha infeliz do Fantástico e poderiam assistir aos filmes do Van Damme que a Globo põe no ar quase meia-noite.

Aí, na segundona, acordaríamos mais tarde, tomaríamos um café da manhã mais longo e substancial, levaríamos o cachorro para passear, daríamos um jeito na bagunça, tomaríamos aquele banho, comeríamos alguma coisa e aí sim sairíamos para a vida.

As coisas continuariam todas como são, mas pelo menos não teríamos acordado naquele bode típico dos começos de semana. Chegaríamos no trabalho mais ou menos às 13:00 sabendo que em poucas horas iríamos embora e pronto. As pessoas seriam muito mais felizes.

Seguindo este raciocínio, as sextas-feiras poderiam ser reduzidas também à metade, só que a metade da tarde. Trabalharíamos o período da manhã e já sairíamos para almoçar e ir embora.

Pense que interessante,  happy hours ao meio-dia, almoços com chopp, chegar em casa com o dia claro, ter tempo para arrumar tudo antes de engatar a diversão no fim de semana, preparar jantares para os amigos que chegarão à noite e tirar uma soneca para depois varar a madrugada.

Isso já ia fazer da quinta-feira um dia mais feliz, porque na sexta é só um pouquinho mesmo…

Não sei por que cargas d’água não implantamos este sistema no mundo todo. Ia ser bem mais legal. Mais tempo para a vida e menos encheção de saco para todos. Opa! Dá até slogan de campanha. Será que se eu me candidatar com essa plataforma serei eleito?

Fora da Lei

Publicado em Viagens às Junho 27, 2009 por Kilminster

O que é nos dias de hoje ser um fora da lei? Nos filmes clássicos de faroeste, um fora da lei era aquele bandido clássico, feio, sujo e malvado, que atirava como ninguém e tinha um cavalo que parecia ter o raciocínio de um humano brilhante.

Durante a idade média, os “outlaw” eram aqueles que se recusavam a se submeterem aos senhores feudais e iam viver em bandos de “malfeitores” até ficarem fortes o suficiente para se tornarem senhores eles mesmos.

Mas e agora que as leis são muito mais complexas e os códigos da vida em sociedade apresentam um infindável rol de regras impossíveis de serem lembradas de cabeça, será que alguém é capaz de viver totalmente dentro da lei?

Creio eu ser muito difícil a gente conseguir cumprir à risca tudo que nos é determinado. Às vezes até cometemos pequenas contravenções sem sequer tomarmos consciência. Em outras vezes, as regras são tão complicadas que acertamos só em parte. E há ainda casos em que é melhor não cumprir, ou você acha prudente parar no semáforo em São Paulo após a meia-noite?

E o que dizer de casos como os listados aqui?

Então acho que no fim das contas no mundo em que vivemos todo mundo vai acabar sendo um fora da lei em algum momento. É como citaria Bernard Cornwell através de um de seus brilhantes personagens em uma frase que diria mais o menos o seguinte: “Se você não consegue lembrar de todas as suas leis é porque você tem leis demais”.

Publicado em Sons às Junho 26, 2009 por Kilminster

As Melhores Músicas Ruins

Publicado em Sons às Junho 19, 2009 por Kilminster

Sabe aquela música que é ruim, mas de algum modo consegue cativar as pessoas?  Aquela que ninguém diz que gosta mas faz o maior sucesso quando toca nas festas? Então, são essas. Músicas ruinzinhas e que a gente adora odiar, ou odeia adorar, sei lá… 

The Final Countdown – Europe: Acho que essa é a top. Ícone mor do metal farofa oitentista, essa música tem tudo que uma boa música ruim tem que ter. É fácil de gravar, tem refrão grudento, tem alta carga dramática e todos os clichês possíveis para um hard rock. Ideal para aniversários de 15 anos e formaturas. Ponto alto: o tecladinho do começo. Arrepiante.

Jump – Van Halen: Uma música meio pentelha que tocou pra caramba desde que foi lançada. Uma letra boba, um sintetizador tão marcante que alguns teclados da Yamaha vem com “Jump Synth” no banco de vozes e aquela levada bem fácil de entender com o baixo fazendo dum dum dum retinho, retinho. Mas é empolgante e quase irresistível gritar “JUMP” depois de ouvir o Dave Lee Roth cantar “Might as well jump”. Ponto alto: o solo inacreditável e sensacional de guitarra.

Born To Be My Baby – Bon Jovi: (Curioso como o Hard Rock impera nesta lista) Letra ultra romântica falando das dificuldades de um jovem casal que decide sair da casa dos pais para encarar o mundo cruel, tecladinhos, refrão mega grudento… enfim, tudo o que o povo gosta. Em português poderia ser uma música da dupla Victor e Léo. Mas bota pra rolar pra ver se alguém resiste a cantar junto… Ponto alto: ♪Na-na-na-na, na-na-na, na-na-na-naaaa…♪

That’s The Way (I Like It) – KC & The Sunshine Band: A música não sai do lugar. Na verdade, quase ninguém lembra que ela tem outra parte além do “That’s the way…I like it”… Mas mesmo assim é uma canção que causa furor em qualquer festinha. Identificável desde o primeiro acorde, tem uma batida reta e incansável que torna a música fácil para dançar, então vamos lá. Ponto alto: os uuuuuuuu do começo.

Send Away The Tigers

Publicado em Tem Que Ouvir às Junho 17, 2009 por Kilminster

Lançado em 2007, o 8º álbum de estúdio da banda galesa Manic Street Preachers é um exemplo incrível de equilíbrio. Alternativo sem ser esquisito, pop sem ser piegas, pesado sem ser barulhento e melodioso sem ser melado.

tigersLiderado pelos vocais agudos e energéticos de James Dean Bradfield este disco se não tem o impacto de “Holy Bible”, é praticamente uma síntese da obra dos Galeses. Os riffs inventivos, as melodias sofisticadas, os arranjos com alta carga dramática e os refrãos que explodem grudando na cabeça na primeira audição. Isso sem falar nas já tradicionais letras politizadas.

Embora nunca tenham alcançado grande sucesso no Brasil, os Manic Street Preaches são gigantes no Reino Unido e uma única audição neste álbum já nos faz entender por quê.

Destaques para a faixa título, Your Love Alone Is Not Enough, The Second Great Depression e Autumn Song.

…rapidamente…

Publicado em Olhares às Junho 17, 2009 por Kilminster

Há algo errado no mundo do futebol. O Atlético Mineiro liderando o Brasileirão e a Seleção jogando bem, mesmo sendo comandada pelo Dunga, são sinais de que as coisas não estão dentro da normalidade.

Os noticiários deram conta de tanta pancadaria na parada gay que começo a achar que o mundo do Vale Tudo finalmente encontrou seu orgulho LGBT. Ou então ao contrário… Ou talvez eles jamais estiveram dissociados…

Passei hoje em frente a uma igreja, dessas que se proliferam aos montes, e notei que o apesar de o nome ser “Igreja Pentecostal Jesus Vem”, o símbolo da mesma é a Arca de Noé e a pomba retornando com o ramo de oliveira. Acho que alguém não leu a Bíblia direito, porque apesar de eu não ser um especialista na área, me custa acreditar que Cristo tenha navegado com Noé nos tempos do dilúvio.

Tias gordas e sacolas gigantes parecem indissociáveis. Ainda mais quando se trata de transportes coletivos.

Publicado em Uncategorized às Junho 12, 2009 por Kilminster